Cultura Gaúcha

Dia do Gaúcho

 

O dia 20 de Setembro é considerado dia do gaúcho. Isso pelo fato de que em 20 de Setembro de 1835 foi o início da Revolução Farroupilha que teve a duração de 10 anos e no dia 28 de Fevereiro de 1845 com a assinatura do acordo de Paz de Poncho Verde, em Dom Pedrito, quando o grande chefe farroupilha Davi Canabarro afirmou: “Acima de nosso amor à república, está nosso brio de brasileiro”.
A independência do Rio Grande não era a intenção dos Farroupilhas, visto que seu descontentamento com o Império antecedia à separação de Portugal. A República sul-rio-grandense foi proclamada somente um ano após da Revolução e dela resultou o lema de sua bandeira “Liberdade, Igualdade, Humanidade”, que sintetiza as madrugadas e noites mal dormidas, pelos quais passou o gaúcho na preservação dos destinos de nossa Pátria.

A Semana Farroupilha e a Chama Crioula:

A Semana Farroupilha é uma festa cívica que surgiu quando oito jovens, entre os dias 07 e 20 de Setembro de 1947, no Colégio Júlio de Castilho em Porto Alegre, realizaram a primeira “Ronda Crioula”. Estes jovens retiraram uma centelha de chama da Pátria, à meia-noite do dia 07 de Setembro, a colocaram em um candeeiro e saíram em desfile pelas ruas de Porto Alegre carregando aquela fagulha e realizaram a primeira guarda de honra da “Chama Crioula”. A Semana Farroupilha tem por objetivo promover atividades culturais que aumentam o conhecimento das tradições gaúchas como hospitalidade, coragem, nativismo, apego aos usos e costumes e o cavalheirismo.

Fonte: http://recantodogauchoquarai.com.br/site/?page_id=161

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Chama crioula

Símbolos oficiais do Rio Grande do Sul

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Os símbolos oficiais do Rio Grande do Sul são, conforme lei que dispõe sobre seu uso:1

  • Hino;
  • Bandeira;
  • Brasão de Armas;

e ainda, são símbolos conforme leis:

Hino:

30 de Abril de 1838, os farroupilhas obtiveram uma de suas maiores vitórias em todo o decênio revolucionário: a conquista da vila legalista de Rio Pardo. Em meio à euforia do triunfo, eles se deram conta de que havia sido aprisionada a banda militar do 2º Batalhão Imperial de Caçadores e seu respectivo maestro, Joaquim José Mendanha. Então lhe deram o encargo de compor a música do Hino da República Rio-Grandense. Os historiadores afirmam ter acontecido a primeira execução em 5 de Maio de 1838.

Hino Riograndense

Oficializado pelo Lei 5.213, de 5.1.1966

Letra: Francisco Pinto da Fontoura (mais conhecido pela alcunha de Chiquinho da Vovó)
Música: Comendador Maestro Joaquim José de Mendanha
Harmonização: Antônio Corte Real

Como a aurora precursora
do farol da divindade,
foi o Vinte de Setembro
o precursor da liberdade.

Estribilho:
Mostremos valor, constância,
nesta ímpia e injusta guerra,
sirvam nossas façanhas
de modelo a toda terra.

Mas não basta pra ser livre
ser forte, aguerrido e bravo,
povo que não tem virtude
acaba por ser escravo.

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Bandeira:

Bandeira do Estado do Rio Grande do Sul foi utilizada pela primeira vez no dia 12 de Novembro de 1836, quando o governo da República Rio-Grandense, instalado em Piratini, baixou o decreto criando o “Escudo d’armas da República, assim entendido o pavilhão dos Farroupilhas.

A Bandeira compõe-se de três panos: verde (acima), vermelho (no centro) e amarelo (em baixo) em tonalidades normais. Possui uma elipse vertical em pano branco, onde está inserido o brasão. Num lenço, ao centro do brasão, se lê a inscrição “República Rio-Grandense” e sob o brasão, o lema “Liberdade, Igualdade, Humanidade”.

A Bandeira foi oficialmente adotada pelo decreto estadual nº 5.213, de 5 de Janeiro de 1966, sendo governador, Ildo Meneghetti. Deve-se sua concepção ao farroupilha Bernardo Pires, em trabalho conjunto com José Mariano de Mattos.

As cores da bandeira se devem à bandeira do Brasil (verde e amarelo) e a faixa vermelha que atravessa a bandeira na diagonal significa todo o sangue gaúcho derramado tanto naRevolução que ocorreu entre a República do Rio Grande e o Império do Brasil, quanto as demais guerras e disputas que ocorreram na região.

 

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Brasão de Armas:

Brasão foi adotado pelo mesmo decreto que instituiu o Hino e a Bandeira do Estado. Acredita-se que foi desenhado originalmente pelo padre Hidelbrando e em arte final pelo Major Bernardo Pires, sendo muito semelhante ao usado na época dos farrapos. O brasão é o mesmo que aparece no centro da bandeira estadual.

 >Calvaga da Independência marcou os dias 3, 4 e 5 de setembro

O Cavalo Crioulo:

O cavalo crioulo foi adotado como símbolo do estado em 2002 pela Assembléia Legislativa,9 pois estima-se que o estado possui 86,41% cavalos Crioulos do país, raça que acompanhou o gaúcho desde a colonização inicial do estado.

Referências

  1.  Lei 5.213/1966 e modificações até ale do Rio Grande do Sul12.072/2004
  2.  Lei 11.826/2002
  3.  Lei 7.418/1980
  4.  Lei 11.858/2002
  5. ↑ a b Lei 11.929/2003
  6.  Decreto 38.400/1998
  7.  Lei 13.513/2010
  8.  Lei 12.992/2008

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Quero-quero

O quero-quero (Brasil) ou abibe-do-sul (Portugal) [Vanellus chilensis (Molina, 1782)], também conhecido por tetéu, téu-téu, terém-terém e espanta-boiada, é uma ave da ordem dos Charadriiformes, pertencendo a família dos Charadriidae. Em espanhol é conhecido por tero común ou teru-teru, e em inglês como southern lapwing. Ocorre em toda a América do Sul e em alguns pontos da América Central, e sendo uma ave muito popular acabou por fazer parte do folclore de várias regiões.

 

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Macela ou Marcela

 A macela ou marcela (Achyrocline satureioides) é uma erva da flora brasileira, também conhecida por macela-do-campomacelinhamacela de travesseirocarrapichinho-de-agulhacamomila nacional etc.

É um arbusto perene que atinge cerca de um metro de altura e que na região sul costuma florescer no mês de março. As flores são amarelas, com cerca de um centímetro de diâmetro, florescendo em pequenos cachos. As folhas são finas e de cor verde-claro, meio acinzentada, que se destaca do restante da vegetação do campo.

Na região sul do Brasil as flores da macela costumam ser usadas pela população como estofo de travesseiros para os bebês, por se acreditar que tenha efeitos calmantes.

As flores têm um aroma agradável e a infusão destas ou de suas folhas supostamente alivia dores de cabeça, cólicas e problemas estomacais. Especificamente no Rio Grande do Sul há a tradição de colheita da macela na Sexta-Feira Santa, antes do sol nascer, pois acredita-se que a colheita nesse dia traga mais eficiência ao chá das flores. A planta é considerada um dos símbolos oficiais do Rio Grande do Sul.

No Nordeste elas florecem em setembro e geralmente são indicadoras de solos acidificados e degradados.

Na cosmética, a macela também atua como um bom clareador natural para os cabelos de tons castanho claro à louro, ainda que seja bem menos conhecida para essa finalidade que a camomila, a macela é o principal componente ativo de alguns xampus para cabelos claros.

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Chimarrão

O chimarrão (ou mate) é uma bebida característica da cultura do sul da América do Sul. É um hábito legado pelas culturas indígenas  quíchuasaimarás  e guaranis.   É composto por uma cuia, uma bombaerva-mate moída e água morna.

O termo mate, como sinônimo de chimarrão, é mais utilizado nos países de língua castelhana. O termo “chimarrão” é o adotado no Brasil, embora seja um termo oriundo da palavra castelhana cimarrón, que designa, por sua vez, o gado domesticado que retornou ao estado de vida selvagem e também o cão sem dono, bravio, que se alimenta de animais que caça. O chimarrão chegou a ser proibido no sul do Brasil durante o século XVI, sendo considerada “erva do diabo” pelos padres jesuítas das reduções do Guairá. A partir doséculo XVII, os mesmos passaram a incentivar seu uso com o objetivo de afastar as pessoas do álcool.

Características:

Digestiva

É um moderado diurético

Estimulante das atividades físicas e mentais

Auxiliar na regeneração celular

Elimina a fadiga

Contém vitaminas – A, B1, B2, C e E

É rica em sais minerais como Cálcio, Ferro, Fósforo, Potássio, Manganês

É um estimulante natural que não tem contra-indicações

É vaso-dilatador, atua sobre a circulação acelerando o ritmo cardíaco

Auxiliar no combate ao colesterol ruim (LDL), graças a sua ação antioxidante

Por ser estimulante possui também poderes afrodisíacos, graças a vitamina “E” presente na erva-mate

É rica em flavonóides (antioxidantes vegetais) que protegem as células e previnem o envelhecimento precoce, tendo um efeito mais duradouro pela forma especial como se toma o mate

Segundo o médico pesquisador, Dr. Oly Schwingel, é indicado o uso do chimarrão de duas a três vezes ao dia

Previne a osteoporose, fortalecendo a estrutura óssea graças ao Cálcio e as vitaminas contidas na erva-mate

Contribui na estabilidade dos sintomas da gota (excesso de ácido úrico no organismo)

É rico em fibras que contribuem para o bom funcionamento do intestino

Auxiliar em dietas de emagrecimento

Atua beneficamente sobre os nervos e músculos

Regulador das funções cardíacas e respiratórias

Segundo o Instituto Pasteur da França e a sociedade científica de Paris, não existe no mundo outra planta que se iguale à erva-mate em suas propriedades e seu valor nutricional

Etiqueta:

O chimarrão pode servir como “bebida comunitária”, apesar de alguns aficionados o tomarem durante todo o dia, mesmo a sós. Embora seja cotidiano o seu consumo doméstico, principalmente quando a família se reúne, é quase obrigatório quando chegam visitas ou hóspedes. O chimarrão é símbolo da hospitalidade sulista: quem chega como visita em uma casa dessa região, é logo recebido com uma cuia de chimarrão. Então assume-se um ar mais cerimonial, embora sem os rigores de cerimônias como a do chá japonês.

A água não pode estar em estado fervente, pois isso queima a erva e modifica seu gosto. Deve apenas esquentar o suficiente para “chiar” na chaleira. Enquanto a água esquenta, o dono (ou dona) da casa prepara o chimarrão.

Há quem diga que isso acaba estabelecendo a hierarquia social dos presentes, mas é unânime o entendimento de que tomar chimarrão é um ato amistoso e agregador entre os que o fazem, comparado muitas vezes com o costume do cachimbo da paz. Enquanto você passa o chimarrão para o próximo bebê-lo, ele vai ficando melhor. Isso é interpretado poeticamente como você desejar algo de bom para a pessoa ao lado e, consequentemente, às outras que também irão beber o chimarrão.

Nesse cenário, o preparador é quem é visto mais altruisticamente. Além de prepará-lo para outras pessoas poderem apreciá-lo, é o primeiro a beber, em sinal de educação, já que o primeiro chimarrão é o mais amargo. Também é de praxe o preparador encher novamente a cuia com água morna (sobre a mesma erva-mate) antes de passar cuia, para as mãos de outra pessoa (ou da pessoa mais proeminente presente), que, depois de sugar toda a água, deve também renovar a água antes de passar a cuia ao próximo presente. Não se esqueça de tomar o chimarrão totalmente, fazendo a cuia “roncar”. Se considera uma situação desagradável quando o chimarrão é passado adiante sem fazer roncá-lo.

 

Costelão

Costelão

Churrasco

Churrasco é o nome dado ao prato feito a base de carne in natura ou processada, assada sobre fogo ou brasas, com a utilização de estacas de madeira ou metal — chamados de espetos — ou de grelhas.
Não existe referência exata sobre a origem do churrasco, mas presume-se que, a partir do domínio do fogo na pré-história, o homem passou a assar a carne de caça quando percebeu que o processo a deixava mais macia.

Os índios tupis sul-americanos, por exemplo, costumavam defumar a carne de caça sobre grelhas de madeira, no chamado moka’em, um antepassado do atual churrasco. A carne defumada desse modo se conservava apta para o consumo durante longo tempo.

Com o tempo, as técnicas foram sendo aperfeiçoadas, principalmente entre os caçadores e criadores de gado, dependendo sempre do tipo de carne e lenha disponíveis.

Na América do Sul, a primeira grande área de criação de gado foi o pampa, uma extensa região de pastagem natural que compreende parte do território do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, além da Argentina e Uruguai. Foi ali que os vaqueiros, conhecidos como gaúchos, tornaram o prato famoso e típico.

A carne assada era a refeição mais fácil de se preparar quando se passava dias fora de casa, bastando uma estaca de madeira, uma faca afiada, um bom fogo e sal grosso, ingrediente abundante que é utilizado como complemento alimentar do gado.

A partir dali o costume cruzou as regiões e se tornou um prato nacional, multiplicando-se as formas de preparo, o que gera entre os adeptos muita discussão sobre o verdadeiro churrasco, como por exemplo a utilização de lenha ou carvão, de espeto ou grelha, temperado ou não, com sal grosso ou refinado, de gado, suíno, aves ou frutos do mar.

O correto é afirmar que não existe fórmula exata, uma vez que cada região desenvolveu um tipo diferente de carne assada, mas, sem dúvidas, a imagem mais famosa no Brasil é o churrasco preparado pelos vaqueiros, conhecidos pelo termo latino gaúchos, que se transformou na denominação dos cidadãos nascidos no estado do Rio Grande do Sul.

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Flor Brinco de Princesa:

“Flor símbolo do estado do Rio Grande do Sul”“Brinco de Princesa” da espécie “Fuchsia Regia (Vell.) Munz”, da Família ONAGRACEAE.

O nome popular de “Brinco de Princesa” é dado à planta graças às belas flores que ficam pendentes como os brincos delicados que são utilizados pelas mulheres gaúchas.

Trata-se de uma planta nativa da América Central e Sul, com ramagem e flores pendentes em forma de sino, onde tanto as pétalas quanto as sépalas possuem cores variadas e contrastantes como vermelho, azul, violeta, branco e rosa.

“Brinco de Princesa”, foi indicado como a flor que simboliza o Rio Grande do Sul por sua admirável beleza, facilidade de cultivo e potencial paisagístico, pois adapta-se com facilidade aos ambientes, suportando inclusive o frio e a geada que caracterizam o inverno gaúcho, além de serem muito visitadas pelos beija-flores em seu período de floração.

Assim, pode-se dizer que o “Brinco de Princesa” se assemelha ao povo gaúcho, resistindo às intempéries sem perder a beleza e a elegância que caracterizam os habitantes desse Estado

>Noite de feijoada e cultura

Gaita

acordeão ou acordeom, também chamado sanfona e gaita, é um instrumento musical aerofone de origem alemã, composto por um fole, um diapasão e duas caixas harmônicas de madeira.O primeiro acordeão que chegou ao Brasil chamava-se concertina (acordeão cromático de botão com 120 baixos). O acordeão tornou-se popular principalmente no nordeste, centro–oeste e sul do Brasil. Os primeiros gêneros (fadovalsapolcabugiucaijun etc.) retratavam o folclore dos imigrantes portuguesesalemãesitalianosfranceses e espanhóis.

No sul do Brasil o acordeão é conhecido como gaita e tem papel fundamental na música regionalista. O acordeão diatônico, por sua vez, é chamado de gaita-ponto, gaita-botoneira, gaita de botão ou simplesmente botoneira. Alguns acordeonistas, ou gaiteiros, conhecidos dessa região são Adelar BertussiAlbino ManiqueEdson Dutra e Renato Borghetti.

O laçador Porto Alegre

O Laçador

Estátua do Laçador (ou monumento ao Laçador) é um monumento da cidade de Porto Alegre. É a representação do gaúcho tradicionalmente pilchado.

Fonte: wikipédia

Fotos: internet e GF Piazito Gaudéiro

IMAGENS DO RIO GRANDE DO SUL:

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fotos: internet

CURIOSIDADES:

A Estátua d ”O Laçador”, desenhada pelo artista plástico Antônio Caringi, usou Paixão Côrtes de modelo para a confecção da mesma. O gaúcho pecuarista, seus traços, suas vestes, seus acessórios de trabalho deram origem a mais famosa escultura gaúcha, símbolo de um dos tipos mais característicos do homem rural gaúcho. Inaugurado em 1954, foi tombada como patrimônio histórico em 2001, e em 2007 foi transferida de seu local antigo, o Largo do Bombeiro, para o Sítio O Laçador, para permitir a construção do viaduto Leonel Brizola. O Sítio O Laçador tem seis espaços diferenciados, com as cores do estado do Rio Grande do Sul, em quatro mil metros quadrados de área. A estátua permanece num espaço mais elevado, denominado Coxilha do Laçador. A estátua continua visível a todas as pessoas que chegam a Porto Alegre pela BR-116, ou que se deslocam do aeroporto para o centro da cidade.

Veja todo histórico, características das vestes, acessórios, da confecção da estátua “O Laçador” no blog:  http://paixaocortes.blogspot.com.br/

Gaúcho

Gaúcho é uma denominação dada às pessoas ligadas à atividade pecuária em regiões de ocorrência de campos naturais do Vale do Rio da Prata e do Sul do Brasil, notavelmente no bioma denominado pampa. As peculiares características do seu modo de vida pastoril teriam forjado uma cultura própria, derivada do amálgama da cultura ibérica e indígena, adaptada ao trabalho executado nas propriedades denominadas estâncias. É assim conhecido no Brasil, enquanto que em países de língua espanhola, como Argentina e Uruguai é chamado de gaucho (acento tônico no “a”, diverso do português, cujo acento tônico é no “u”).

O termo também é correntemente usado como gentílico para denominar os habitantes do estado brasileiro do Rio Grande do Sul estado que atribuiu o nome gentílico após a revolução farroupilha mas também há gaúchos espalhados por outros estados da região Sul do Brasil como Santa Catarina e Paraná e também outros países como Argentina e Uruguai. Além disso, serve para denominar um tipo folclórico e um conjunto de tradições codificado e difundido por um movimento cultural agrupado em agremiações, criadas com esse fim e conhecidas como CTGs.

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Gaúchos

Origem

Um estudo genético realizado pela FAPESP revelou que os gaúchos, assim como a maioria dos latino-americanos, são descendentes de uma mistura de europeus, índios e africanos, mas com algumas peculiaridades. O estudo apontou que os ancestrais europeus dos gaúchos seriam principalmente espanhóis e os índios e não portugueses e africanos como o restante dos brasileiros. Isto porque a região foi por muito tempo disputada entre Portugal e Espanha e só foi transferida da Espanha para Portugal em1750. O estudo também revelou um alto grau de ancestralidade indígena nos gaúchos pelo lado materno (52% de linhagens ameríndias), maior do que o dos brasileiros em geral. O estudo também detectou 11% de linhagens africanas pelo lado materno. Desta forma, os gaúchos são fruto sobretudo da miscigenação entre homens ibéricos com mulheres indígenas e, em menor medida, com africanas.2

Etimologia

O termo originou-se na região conhecida como Banda Oriental, um território correspondente ao que são o Uruguai e o Rio Grande do Sul atuais, encontrada pela primeira vez escrita num documento oficial da administração espanhola em 1771, numa comunicação do Comandante de Maldonado, Dom Pablo Carbonell ao VirreyJuan José Vértiz: “Muy señor mío; haviendo noticia quie algunos gahuchos se havian dejado ver a la Sierra mande a los tenientes de Milicias Dn Jph Picolomini y Dn Clemente Puebla, pasasen a dicha Sierra con una Partida de 34 hombres…” Em 1780 em um documento de Montevidéu “que el expresado Díaz no consentirá en dicha estancia que se abriguen ningunos contrabandistas, bagamundos u ociosos que aqui se conocen por Gauchos.” (8 de agosto de 1780). Guanches ou Guanchos gentílico dos habitantes das Ilhas Canárias na fundacão de Montevidéu. Gaúcho foi o Guancho fugido de Montevidéu. Quando o Rei da Espanha mandou casais de agricultores das ilhas Canárias povoarem a recém-fundada Montevidéu, eles transplantaram a palavra pela qual identificavam os habitantes autóctones das ilhas: guanches, ou guanchos. Foi esta a origem da palavra gaúcho, com pequena distorção de pronúncia: guanches ou guanchos.

Existem várias teorias conflitantes sobre a origem do termo “gaúcho”. O vocábulo pode ter derivado do quíchua (idioma ameríndio andino) ou de árabe “chaucho” (um tipo de chicote para controlar manadas de animais). Além disso, abundam hipóteses sobre o assunto. Um registro de seu uso se deu por volta de 1816, durante a independência da Argentina, com o qual se denominavam os índios nômades de pele escura, os gaúchos ou “charruas” (dai o chá – chimarrão, infusão de erva-mate verde seca e moída, tomada com água quente em cuia de cabaça ou porongo, sorvida por uma bomba de bambu ou metal), cavaleiros que domavam e cavalgavam “em pelo” os animais selvagens desgarrados das estâncias espanholas, que procriavam nos pampas argentinos.

Segundo Barbosa Lessa, em seu livro Rodeio dos Ventos, publicado pela Editora Mercado Aberto, 2a edição, o primeiro registro da palavra se deu em 1787, quando o matemático português Dr. José de Saldanha participava da comissão demarcadora de limites Brasil-Uruguai. Em uma nota de rodapé do seu relatório de trabalho, o luso teria anotado a expressão usada pelos da terra para referir-se àqueles índios cavaleiros.

História

Guanches ou Guanchos gentílico dos habitantes das Ilhas Canárias na fundação de Montevidéu. Gaúcho foi o Guancho fugido de Montevidéu. Quando o Rei da Espanha mandou casais de agricultores das ilhas Canárias povoarem a recém-fundada Montevidéu(1724), eles transplantaram a palavra pela qual identificavam os habitantes autóctones das ilhas: guanches, ou guanchos. Foi esta a origem da palavra gaúcho, com pequena distorção de pronúncia: guanches ou guanchos. Próximo ao Rio Cebollatí no Uruguai, foi formada uma espécie de republiqueta fortificada gaúcha de contrabandistas canários como uma forma de defesa das tropas de Portugal e Espanha.

Em Rocha e toda a área da Lagoa Mirim e Bagé (agora no Brasil), onde os gaúchos são nascidos. Os Gaúchos (fugidos) da fronteira Portugal – Espanha não eram Guanchos, eles eram Gaúchos descrição de pessoas de hábitos nômades, ciganos, moradores em barracas ou tendas, brancos pobres, de miscigenação moura, vinda da Espanha – fugidos que viraram índios ou índios aculturados pelas Missões que não possuíam terras e vendiam sua força de trabalho a criadores de gado nas regiões de ocorrência de campos naturais do vale da Lagoa Mirim, entre os quais o pampa, planície do vale do Rio da Prata e com pequena ocorrência no oeste do estado do Rio Grande do Sul, limitada, a oeste, pela cordilheira dos Andes.

O gentílico “gaúcho” foi aplicado aos habitantes da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul na época do Império Brasileiro, por motivos políticos, para identificá-los como beligerantes até o final da Guerra dos Farrapos, sendo adotado posteriormente pelos próprios habitantes por ocasião da pacificação de Caxias, quando incorporou muitos soldados gaúchos ao Exército ao final do Confronto, sendo Osório um gaúcho que participou da Guerra do Paraguai e é patrono da arma de Cavalaria do Exército Brasileiro, quando valores culturais tomaram outro significado patriótico, os cavaleiros mouros se notabilizaram na Guerra ou Confronto com o Paraguai. Também importante para adoção dessa cultura viva para representação do Estado do Rio Grande do Sul é a influência do nativismo argentino, que no final do século XIX expressa a construção de uma das maiores culturas se não a maior do Brasil.

Na Argentina, o poema épico Martín Fierro, de José Hernández escrita em Santana do Livramento no RS. A patria gaúcha onde ele aprende a palavra Gaúcha do uruguaio Lussich (livro deo Treis Gaúchos Orientales – 1872) e dos próprios riograndeses, exemplifica a utilização do elemento gaúcho como o símbolo da tradição nacional da argentina, uruguaia e brasileira em contradição com a opressão simbolizada pela europeização. Martín Fierro, o herói do poema, é um “gaúcho” recrutado a força pelo exército argentino, abandona seu posto e se torna um fugitivo caçado.

Os gaúchos apreciam mostrar-se como grandes cavaleiros e o cavalo do gaúcho, especialmente o cavalo crioulo, “era tudo o que ele possuía neste mundo”. Durante as guerras do século XIX, que ocorreram na região, atualmente conhecida como Cone Sul, as cavalarias de todos os países eram compostas quase que inteiramente por bravos cavaleiros gaúchos.

Música

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Gaúchos dançando uma dança típica do folclore gaúcho

Existem vários ritmos que fazem parte da folclore riograndense, mas a maioria deles são variações de danças de salão centro-européias populares no século XIX. Esses ritmos, derivados da valsa, do xote, da polca e da mazurca, foram adaptados para vaneira, vaneirão, chamamé, milonga, rancheira, xote, polonaise e chimarrita, entre outras.

O único ritmo riograndense é o bugio, criado pelo gaiteiro Wenceslau da Silva Gomes, o Neneca Gomes, em 1928, na região de São Francisco de Assis. Inspirado no ronco dos bugios, macacos que habitam as matas do Sul da América, o ritmo foi banido por algum tempo por ser considerado obsceno, mas em tempos atuais é mantido em todo o estado, onde hoje se realiza um festival “nativista” conhecido como “O Ronco do Bugio”.

A partir de 1970, com a criação da Califórnia da Canção Nativa em Uruguaiana, começaram a surgir os festivais, que serviram de incentivo para músicos e compositores lançarem novos estilos, popularmente chamados de “música nativista”. Essa música é formada por ritmos pré-existentes, especialmente a milonga e o chamamé, porém com canções mais elaboradas e com letras quase sempre dedicadas ao Rio Grande do Sul.

Também é comum neste estado, entre os descendentes de alemães, a Música folclórica alemã, em festivais como a Oktoberfest de Santa Cruz do Sul e a Oktoberfest de Igrejinha, porem com uma contribuição gaúcha.

Pilcha

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Gaucho (foto site wikipédia)

Pilcha é a indumentária gaúcha tradicional, utilizada por homens e mulheres de todas as idades. O CTG disciplina o seu uso e no estado do Rio Grande do Sul é, por lei, traje de honra e de uso preferencial inclusive em atos oficiais públicos. É a expressão da tradição, da cultura e da identidade própria do gaúcho, motivo de grande alegria e celebração em memória do pago.

História

A origem da indumentária gaúcha data dos primórdios da colonização dos pampas e é resultado da união de influências históricas, sociais e culturais adaptadas à realidade, ocupação e trabalho campeiro. Historicamente a indumentária gaúcha pode ser dividida em quatro fases, existindo para cada uma a peça feminina correspondente.

• Chiripá primitivo (1730-1820)

• Braga (idem)

• Chiripá farroupilha (1820-1865)

• Bombacha (1865 até dias atuais

A Indumentária

O MTG, reunido na 67ª Convenção Tradicionalista Gaúcha definiu as diretrizes para a Pilcha Gaúcha. Define três tipos de indumentária igualmente para peões e prendas:

1. Pilcha para atividades artísticas e sociais

2. Pilcha Campeira

3. Pilcha para a prática de esportes (truco, bocha campeira, tava, etc)

Pilcha masculina

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Bombacha

• Calça de origem turca, usada pelos pobres na Guerra do Paraguai. São largas na Fronteira, médias no Planalto e estreitas na Serra, quase sempre com “favos de mel”. Necessariamente de cós largo, sem alças para a cinta e com dois bolsos grandes nas laterais. Em ocasiões festivas tem cores claras, sóbrias e escuras para viagens ou trabalho.

Camisa

• Cores sóbrias ou claras, com padrão liso ou riscado discreto com gola esporte ou social. Mangas curtas para ocasiões informais ou de lazer e longas para eventos sociais-formais.

Lenço

• Atado ao pescoço, de uma ou duas cores ou xadrez miúdo e mesclado. Na cor vermelha, branca, azul, amarelo, encarnado, preto (para luto) e bege. Xadrez de branco e preto é para luto aliviado.

• Existem diversos tipos diferentes de nó:

• Comum: Simples e ximango

• Farroupilha: Três-galhos, amizade, saco-de-touro

• Pachola: 2 posições – destro e canhoto

• Republicano: Borboleta e dois-topes

• Quadrado: Quatro-cantos, rapadura e maragato

• Namorado: 3 posições – Livre, querendão e apaixonado

• Crucifixo: Religioso

Pala

• Diferentemente do poncho, cuja origem é gauchesca e que serve para proteger apenas do frio e da chuva, o pala tem origem indígena e serve para proteger contra o frio, sendo de lã ou algodão, e de seda para proteger contra o calor.

Bota

• O uso de botas brancas é vedado.

Guaiaca (espécie de cinto)

• Para guardar moedas, palhas e fumo, cédulas, relógio e até pistola.

Esporas

• “Chilenas” ou “nazarenas” de prata ou de outro metal.

Tirador

• Para lida campeira, sem enfeites.

Colete

Chapéu e barbicacho

• Usados como proteção contra o sol. Não é recomendado o uso do chapéu em lugares fechados, como no interior de um galpao.

Paletó

Faixa

• Tira de pano, preferencialmente de lã, usada na cintura com o propósito de prender a bombacha.

Faca

Pilcha feminina

Procura não contrastar com o recato da mulher gaúcha, havendo recomendações quanto a mangas, decotes, golas, cabelos, maquiagens, etc.

 rodeio e rota das terras encantads fev 2013 024 red

Vestido

• Vestido, saia e casaquinho, de uma ou duas peças, com a barra da saia no peito do pé. Pode ser godê, meio-godê, em panos, em babados, ou evasês.

• Saia de armação

• Discreta e leve, na cor branca, diferentemente da indumentária típica baiana.

• Bombachinha

• Ciroulas na cor branca, de comprimento até os joelhos. Pode ser rendada ou não.

• Meias

• As meias devem ser longas, brancas ou beges, para moças e senhoras, admitindo-se as coloridas discretas para as gurias (mirins). As mais maduras podem usar meias de tonalidades escuras.

Sapatos

• Os sapatos (pretos, brancos ou beges) podem ter salto 5 ou meio salto com tira sobre o peito do pé, que abotoe do lado de fora, para moças e senhoras. As gurias (mirins) usarão sapatos com tira sobre o pé, tipo sapatilha. Também podem ser usadas botinhas fechadas atendendo às respectivas descrições.

• Acessórios

• Permitidos – Fichu de seda com franjas ou de crochê, preso com broche ou camafeu, chale (especialmente para as senhoras), brincos discretos, anéis (um ou dois), camafeu ou broche, capa de lã ou seda, leque, faixa de prenda ou crachá, chapéu (em ambientes abertos).

• Não permitidos – Brincos de plástico ou similar colorido, relógios e pulseiras, luvas ou meia-luvas e colares. Sombras, batons ou unhas coloridas em excesso, sapatilhas amarradas nas pernas, saias de armação com estruturas rígidas.

• Cabelo

• O cabelo é solto ou semi-preso , para as prendas mirins e também juvenis mas, e para prendas adultas pode-se usar coque.

• Da mesma forma que existe para o peão há para as prendas a pilcha para lida campeira e para prática de esportes, sendo semelhante à masculina, inclusive com bombacha (bombacha feminina). Na verdade, porém, não há bombachas de mulher já que, tradicional e historicamente, mulheres nunca usaram roupas (calças) de homens nos campos do Rio Grande ou do Uruguai, Paraguai e Argentina. Seria tão ridículo quanto um gaúcho, um homem, – em especial um que pretende preservar e divulgar as tradições, o que, na verdade as negaria mais do que não usar roupa tradicionalista alguma – querer ou usar, mesmo, de fato, um vestido de prenda, numa festa, com seus longos bigodes e lença no pescoço.

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É vedado para todas as situações, por não fazer parte da indumentária gaúcha

• Bonés e boinas

• Barbicachos exclusivamente de metal

• Chapéus de couro, palha, ou qualquer outro material sintético

• Cinto com rastra (enfeite de metal com corrente na parte frontal)

• Botas de borracha ou de lona

Curiosidades

O lenço vermelho – maragato – e o lenço branco – ximango – são os mais tradicionais, identificando, na Guerra dos Farrapos (1835-1845), na Revolução Federalista (1893-1895) e na Revolução de 1923, os diferentes lados envolvidos nas contendas. É corrente o uso dessas cores para demonstrar simpatia/concordância com maragatos ou ximangos.

• Em determinados CTGs não se permite à participação nos bailes de peões ou prendas que não estejam adequadamente pilchados.

• Peão é o homem gaúcho, prenda a mulher gaúcha, guri o menino gaúcho e piá a criança gaúcha.

• Pago é a terra natal do gaúcho, querência é onde está morando. É comum ouvir: “Meu pago é o Alegrete mas estou aquerênciado em Rondônia”.

Palavras e expressões regionalistas : o falar gaúcho

• O modo de falar do Rio Grande do Sul e algumas partes de Santa Catarina e Paraná a exemplo do de outras partes do Brasil, possui expressões próprias diferenciadas da linguagem padrão brasileira. Muitas dessas expressões são compartilhadas pelas populações dos países vizinhos da bacia do rio da Prata, a Argentina e o Uruguai. É grande a influência do castelhano no sotaque e no léxico gaúchos.

• No Brasil, Gaúcho é o vivente nascido no Rio Grande do Sul estado que atribuiu o nome gentílico após a revolução farroupilha, existem os Gauchos nascidos no Uruguai, Argentina, Santa Catarina e Paraná, brasileiros nascidos em outros estados que cultuam as tradições gauchescas as desenvolveram através dos CTG’s levados pelos gaúchos afim de divulgar e de manter as tradições e estes que as cultuam são chamados tradicionalistas .

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Fotos: GF Piazito Gaudério

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